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Case Grupo Fazenda Nova

Em 2006, quatro sócios de uma agrícola chamada Fazenda Nova em Primavera do Leste no Mato Grosso, com cerca de 1.000 funcionários, me procuraram para orientá-los a respeito da sucessão ou profissionalização do grupo. Os empresários queriam que eu avaliasse quem dos herdeiros poderia participar do processo de sucessão para, no futuro, assumir a direção. A segunda geração contava com pessoas: filhos, cunhados, genros, noras, sobrinhos, etc. A maioria não trabalhava na empresa, naquele momento.

Estruturei um programa de treinamentos e mentoring (aconselhamento de carreira) para uma parte desse grupo de herdeiros. Em paralelo, ajudei os sócios a contratar alguns executivos de fora para começar o processo de profissionalização.

Concluímos que a análise dos candidatos a sucessor se basearia em três pré requisitos iniciais:

1. Estrutura de personalidade: perfil para liderança (existem vários testes consistentes disponíveis, no mercado).

2. Rastro: o histórico pessoal e profissional, como escolaridade, empregos anteriores e principais realizações.

3. Disposição e ambição para assumir o desafio de comandar um negócio bom, mas difícil de ser gerido.

Demoramos em torno de quatro dias para organizar as informações sobre cada um dos entrevistados. Concluímos que um terço tinha o perfil desejado, mas não tinha histórico profissional, ou não tinha disposição para assumir o cargo. Outro terço tinha disposição, mas lhe faltava rastro e (ou) o perfil. O terço restante tinha rastro, mas não tinha perfil e (ou) não tinha disposição.

Ou seja, concluímos que não havia ninguém na família com os pré-requisitos necessários. Agora, porém, tinham informações para tocar em frente o projeto de profissionalização do negócio e não perderiam anos insistindo em colocar o “bicho certo no lugar errado” ou o “bicho errado no lugar certo”.

Entenderam, após esse trabalho, que seria mais prudente e eficiente para a saúde e sobrevivência da empresa que fossem atrás de um profissionais vindos do mercado e fizessem parcerias com grupos de investidores para ajudá-los no processo de profissionalização da empresa.Também compreenderam que seria importante proporcionar alternativas para que as pessoas da família se desenvolvessem fora da empresa.

Resultado: estruturei um programa de treinamentos e mentoring (aconselhamento de carreira) para uma parte desse grupo de herdeiros por cerca de dois anos. E em paralelo, ajudei os sócios a contratar alguns executivos de fora para começar o processo de profissionalização, que continua até hoje.

 

Publicações

Coteminas faz parceria e cria empresa no setor agrícola

Fabiana Batista

10/05/2011

Fonte: Valor Econômico

De olho na crescente demanda mundial por alimentos e na força do Brasil como produtor de grãos, a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), uma das maiores indústrias têxteis do país, decidiu entrar no ramo agrícola. A empresa anunciou ontem a criação da Cantagalo General Grains S.A., com foco na produção de grãos e algodão em larga escala, e da subsidiária de comercialização CGG Trading S.A., que será responsável pela comercialização desses produtos. Ambas já operam.

Apesar de ser a controladora, a Coteminas não está sozinha na empreitada. Sua participação no negócio é de 30%. A Encorpar, holding da família controladora da Coteminas, a Gomes da Silva, detém 20%, e os demais 50% estão divididos em cotas iguais entre dois sócios estratégicos. O aporte inicial no projeto não foi revelado, mas fontes do mercado informam que foi de cerca de R$ 500 milhões.

Um dos sócios estratégicos é a Agrícola Estreito, controlada pelo empresário Paulo Roberto Moreira Garcez, que tem longa experiência no setor. Há dez anos fundou a trading Multigrain, com foco em vendas de grãos, cereais e fibras, e sempre foi seu principal executivo. Ontem, Garcez informou que concluiu a venda, por US$ 49 milhões, dos 10% que ainda detinha da Multigrain para a japonesa Mitsui – que passou a controlar 98,1% da trading porque adquiriu uma fatia de 45% que estava nas mãos da americana CHS Inc., por US$ 225 milhões, em transação também anunciada ontem. Em 2009, a Multigrain faturou R$ 1,6 bilhão.

O outro sócio da Coteminas na aposta no campo é a GFN Agrícola e Participações S.A, que tem como principal acionista o produtor rural gaúcho Vilson Vian, há mais de duas décadas radicado em Mato Grosso. Vian também foi parceiro da trading argentina El Tejar em projetos agrícolas em Mato Grosso.

Conforme Ricardo dos Santos Júnior, conselheiro da Coteminas e agora também da Cantagalo, a nova empresa nasce com 151 mil hectares de terras próprias distribuídas nos Estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Piauí. A meta, diz, é quase dobrar a atual carteira de terras próprias por meio de aquisições. “Arrendar não está na nossa estratégia. Acreditamos no modelo baseado em áreas próprias”, afirma o executivo. “O mercado está diante de um parecer da AGU [Advocacia Geral da União] que restringe compra de terras por estrangeiros. Nossa empresa é 100% de capital nacional”.

Apesar de não se definir como uma empresa também do ramo imobiliário, a Cantagalo pode, se houver boas oportunidades financeiras, vender algumas terras, desde que outra com área equivalente seja adquirida em seguida, explica Santos Júnior. Da área inicial de 151 mil hectares, em torno de 50 mil já estão sendo preparados para o cultivo de grãos e algodão na safra 2011/12. No ciclo seguinte (2012/13), a área de plantio deverá evoluir para algo próximo a 110 mil hectares, de acordo com Alexandre Von Erlea, diretor comercial da CGG Trading.

O ambicioso projeto agrícola deverá, segundo as previsões da empresa, resultar em um faturamento de cerca de US$ 1,5 bilhão já em 2012. Será o primeiro ano completo de atuação da empresa e a expectativa é movimentar, no total, 2,5 milhões de toneladas de produtos agrícolas, diz Von Erlea. Em 2016/17, quando a Cantagalo prevê movimentar cerca de 7 milhões de toneladas de commodities agrícolas, a expectativa é que a receita anual alcance entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, conforme Von Erlea.

Santos Júnior esclarece que parte dos volumes movimentados pela trading CGG virão da produção própria da Cantagalo, mas que a maior parte virá de terceiros. Segundo o executivo, a trading poderá ou não negociar a produção da Cantagalo. Tudo dependerá das vantagens que ambas terão com a transação.

Link para publicação online: http://www.valoronline.com.br/impresso/agronegocios/105/424557/coteminas-faz-parceria-e-cria-empresa-no-setor-agricola

 

Coteminas entra em empresa de produção e comércio de soja e algodão

Empresas da família Gomes da Silva se associam a uma produtora de grãos e a uma trading para criar a Cantagalo

Patrícia Cançado

09/05/11

Fonte: O Estado de São Paulo

Maior produtora de cama, mesa e banho do País, a Coteminas vai entrar para o agronegócio. Na última sexta-feira, assinou acordo para criar a Cantagalo General Grains em sociedade com a Encorpar (empresa de investimentos da família Gomes da Silva, do ex-vice-presidente José Alencar, morto este ano), a Agrícola Estreito e a trading GSN Agrícola. Trata-se de uma produtora e comercializadora de grãos, especialmente soja e algodão.

A Cantagalo já nasce com um aporte de cerca de R$ 90 milhões e uma área de 151 mil hectares. São fazendas que já pertenciam aos sócios. É um número expressivo nesse setor. A Maeda, por exemplo, uma das maiores produtoras de algodão de soja do País, tem 85 mil hectares de área plantada – entre terras próprias e arrendadas.

Juntas, Coteminas e Encorpar serão donas de metade da companhia. A Agrícola Estreito terá 25% e GSN Agrícola, os outros 25%. A gestão do negócio, no entanto, ficará os sócios minoritários: Wilson Vian, da Agrícola Estreito, e Paulo Roberto Moreira Garcez, da GSN. Foram eles que procuraram a Coteminas para firmar a parceria.

Investimentos. O papel da Coteminas será mais de investidora, segundo Josué Christiano Gomes da Silva, presidente da Coteminas. “O agronegócio é extremamente competitivo, uma das áreas em que o Brasil mais se destaca”, diz Gomes da Silva. “Com a Cantagalo, as nossas fazendas deixarão de ser um apenas apêndice de uma atividade industrial maior. Elas agora serão muito mais bem aproveitadas.”

Gaúcho, Vian fez parte de uma geração de pequenos agricultores de grãos do Rio Grande do Sul que desbravaram o Centro-Oeste décadas atrás. Hoje ele é produtor agrícola em grandes propriedades. Já Garcez era o principal executivo e acionista minoritário da Multigrain, adquirida ontem pela japonesa Mitsui.

Embora seja um industrial típico, Gomes da Silva diz que sempre esteve ligado ao campo. A Coteminas é a maior consumidora de algodão do Brasil. As fazendas da família que passam a fazer parte da Cantagalo ocupam uma área de 33 mil hectares.

Link para publicação online: http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+agronegocio,coteminas-entra-em-empresa-de-producao-e-comercio-de-soja-e-algodao,not_66182,0.htm

 

Coteminas entra em empresa agrícola

Eduardo Laguna e Fabiana Batista

09/05/2011

Fonte: UOL Economia

SÃO PAULO – O grupo do setor têxtil Coteminas anunciou hoje a criação de uma empresa dedicada à produção e comercialização de commodities agrícolas: a Cantagalo General Grains.
A companhia mineira ficará com uma participação direta de 30% na nova empresa. Outros 20% do capital votante serão controlados indiretamente pela Encorpar, holding ligada à família Gomes da Silva.

A parcela restante – 50% – será dividida, em partes iguais, entre a Agrícola Estreito S/A – controlada pelo empresário Paulo Roberto Moreira Garcez – e a GFN Agrícola e Participações, que tem como sócio o empresário rural Vilson Vian.

Coteminas e Encorpar aportaram ao negócio imóveis rurais localizados em Minas Gerais e Mato Grosso. Esses ativos somam uma área total de aproximadamente 33 mil hectares.

Segundo comunicado ao mercado, a Cantagalo conta com uma área total de aproximadamente 151 mil hectares, onde serão produzidos, principalmente, soja e algodão. A comercialização dos produtos agrícolas será feita pela CGG Trading S/A, uma subsidiária integral.

Link para publicação online: http://noticias.bol.uol.com.br/economia/2011/05/09/coteminas-entra-em-empresa-agricola.jhtm

 

COTEMINAS (CTNM) / ENCORPAR (ECPR) – FATO RELEVANTE

Bovespa

09/05/11

Fonte: LinkTrade

COTEMINAS (CTNM) / ENCORPAR (ECPR) – Fato Relevante DRI: Joao Batista da Cunha Bomfim Enviaram o seguinte Fato Relevante: “A Companhia de Tecidos Norte de Minas (“Coteminas”) e a Empresa Nacional de Comercio, Redito e Participacoes (“Encorpar”), em atendimento ao disposto no paragrafo 4 do artigo 157 da Lei n 6.404/76 e da Instrucao n 358/02 da Comissao de Valores Mobiliarios, vem a publico informar que, nos dias 6 e 7 de maio de 2011, contribuiram em aumento de capital da Cantagalo General Grains S.A., sociedade anonima brasileira recentemente constituida (“Cantagalo”), determinados imoveis rurais de titularidade da Coteminas e da Fazenda do Cantagalo Ltda. (a qual, por sua vez, e controlada pela Encorpar) localizados nos Estados de Minas Gerais e Mato Grosso, com uma area total de aproximadamente 33 mil hectares.

Em decorrencia da transacao acima referida, e de aumentos de capital subsequentes de outros acionistas da Cantagalo, respectivamente Agricola Estreito S.A. e GFN Agricola e Participacoes S.A, a Coteminas passara a deter diretamente uma participacao acionaria equivalente a 30% do capital social votante e total da Cantagalo; a Encorpar, por sua vez, atraves de sua controlada Fazenda Cantagalo Ltda., passara a deter uma participacao acionaria equivalente a 20% do capital social votante e total da Cantagalo. A Cantagalo e uma companhia brasileira que nasce com o objetivo empresarial de (i) prospectar e ser proprietaria de grandes areas agricolas com alto potencial produtivo; (ii) produzir, em terras proprias e de terceiros, commodities agricolas, notadamente soja e algodao, empregando as mais modernas e responsaveis tecnicas operacionais e socio-ambientais, beneficiando-se do conhecimento tecnico e da condicao financeira de seus socios; e (iii) tornar-se uma importante trading de commodities agricolas. A Cantagalo ja nasce com imoveis rurais em uma area total de aproximadamente 151 mil hectares.”

Link para publicação online: http://www.linktrade.com.br/Conteudo.aspx?menuitem=215&section=39&content=75339

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